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sábado, 8 de abril de 2017

REPÚBLICA VELHA (1889-1930)


Material disponibilizado para os alunos do 3º ano do Ensino Médio, da E. E. Dr Celso Machado.

República Oligárquica






Estado e economia na Primeira República




Re.pú.bli.ca
(do latim Res publica, "coisa pública")
Forma de governo em que o povo exerce a sua soberania por intermédio dos seus representantes.
so.be.ra.no
1 Que está revestido da autoridade suprema.
2 Que governa com absoluta autoridade.
3 Poderoso, influente.
4 O que tem grande influência ou poder.

O Movimento republicano se dividia entre:
   Os Militares, que defendiam uma república militar, com governo forte e centralizado.
   Os Cafeicultores, desejavam uma República Liberal, um governo mínimo e economia livre.
   A Classe Média, chamados de radicais, defendiam a democracia popular.


Constituição de 1891
ESTADOS UNIDOS DO BRASIL

   Federalismo- os Estados e municípios passaram a ter autonomia.
   O voto seria limitado aos homens, maiores de 21 anos, alfabetizados e não militares.
   A igualdade perante a Lei.
   A separação da Igreja em relação ao Estado.
   O voto seria aberto.
   Haveria eleições diretas para os cargos executivos.


República Oligárquica
(1894 – 1930):
   OLIGARQUIA = Governo de poucos.
   Período em que o Brasil foi controlado por cafeicultores da região sudeste, especialmente de SP e MG. No âmbito regional, outras oligarquias ligadas ao setor rural estavam no poder.
Fraudes eleitorais ou manipulação de resultados:
§  






Clientelismo – voto em troca de pequenos favores ou “presentes”.
§  Voto de Cabresto – voto a partir de intimidações pessoais.
§  Manipulação de dados com votos repetidos e/ou “criação” de eleitores fantasmas.
§  Coronelismo: poder local dos coronéis. Coronel era o nome pelo qual os latifundiários eram conhecidos. Usavam seu prestígio pessoal para arregimentar votos em troca dos quais obtinham financiamentos do governo ou obras infra-estruturais como barganha política. Quanto maior o “curral eleitoral” (número de eleitores que o coronel podia controlar) do coronel, maior o seu poder


Estrutura Política:
   Política do Café-com-Leite:
§  Oligarquias de SP e MG (as duas mais poderosas do país) alternavam-se na presidência da República.
§  Oligarquias menos expressivas apoiavam o acordo em troca de cargos ou ministérios, como por exemplo o RS, BA, RJ, entre outros.


   Política dos Governadores: acordo firmado entre o presidente (a partir do governo de Campos Sales 1898 – 1902) e os governadores estaduais que previa o apoio mútuo e a não interferência de ambos em seus governos. Assim, o presidente conseguia os votos dos estados para a continuidade de seus projetos e em troca, não interferia em disputas de poder local das oligarquias.
§  “Degola” política em caso de vitória de opositores: não reconhecimento e titulação da vitória por parte da Comissão Verificadora de Poderes.
O Convênio de Taubaté
   O Convênio de Taubaté (1906) foi um acordo firmado entre os presidentes de: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiropara proteger a produção brasileira de café, que passava por um momento crítico, de preços baixos e prevendo a colheita de uma safra recorde. O convênio estabelecia, entre outras coisas, preços mínimos para a compra do excedente pelos governos.
TRANSFORMAÇÕES DECORRENTES DA ECONOMIA CAFEEIRA

       Desenvolvimento urbano (principalmente a cidade de SP)
       Desenvolvimento dos transportes (urbano e ferroviário)
       O porto de Santos torna-se o principal do Brasil
       Incentivo à imigração
Anexação do Acre (1903):
       Interesse na extração do látex.
       Atritos entre seringueiros brasileiros e bolivianos.
       BRA compra a região da Bolívia pelo valor de 10 milhões de dólares (Tratado de Petrópolis).
       Bolívia recebe em troca do território área que lhe dava acesso ao Rio Madeira, e, portanto ao Oceano Atlântico.

 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Movimentos sociais na República Velha


Classificam-se as revoltas sociais em:
RURAIS: Messiânicos ; Revolta de Canudos; Revolta do Contestado; Cangaço

URBANOS: Revolta da Vacina; Revolta da Chibata;O anarcossindicalismo

MOVIMENTOS SOCIAIS RURAIS
Movimentos Messiânicos:
Líderes religiosos.
Guerra de Canudos (BA 1896 – 1897):
Antônio Conselheiro (líder).
Imagem do Filme Guerra de Canudos com José Wilker
Causas: miséria crônica da população nordestina, má distribuição de terras, descaso com o trabalhador rural, seca, aumento de impostos, separação entre religião e Estado decorrente da proclamação da República.
Camponeses seguem Antônio Conselheiro, formando o Arraial de Canudos (ou Arraial do Belo Monte), no interior da BA.


Comunidade forma um Estado paralelo a República, abandonando as fazendas, deixando de pagar o dízimo e os impostos republicanos.
Governo republicano + Coronéis + Igreja unem-se contra Canudos.
Campanha de difamação contra Canudos atinge os principais jornais da capital, associando Canudos ao retorno da monarquia.
Após 4 expedições militares, Canudos é massacrada.
Fonte bibliográfica frequentemente citada: “Os Sertões” – Euclides da Cunha.


Revolta de Juazeiro (CE – 1913):
Líder: Padre Cícero.
Causa: Intervenção do governo central no Ceará, retirando do poder a tradicional família Accioly.
Padre Cícero lidera um exército formado por fiéis que recuperam o poder para a tradicional família.
Prestígio político do Padre Cícero aumenta consideravelmente, e a família Accioly retoma o controle do Estado do Ceará.

Estátua de Padre Cícero em Juazeiro do Norte


Guerra do Contestado (SC/PR 1912 – 1916):
José Maria (líder).
Causas: exploração de camponeses, concessão de terras e benefícios para empresas inglesas e americanas que provocaram a expulsão e marginalização de pequenos camponeses.


Origem do nome: região contestada entre os estados de Santa Catarina e Paraná.


Assim como Canudos, os participantes foram violentamente massacrados.



Banditismo Social ou Cangaço (NE 1890 – 1940):
Bandos armados que percorriam o interior nordestino sobrevivendo de delitos.
Principais bandos: Lampião e Curisco.
Causas: miséria crônica da população nordestina, seca, má distribuição de terras, descaso do Estado e dos coronéis para com os mais pobres, violência.
Mito do “Robin Hood”.
Os cangaceiros foram perseguidos pela polícia volante e exterminados um a um. Eram os únicos que despertavam medo nos coronéis, justamente por não terem perspectiva de melhorar sua condição e portanto não precisar temer o desrespeito das leis vigentes.

MOVIMENTOS SOCIAIS URBANOS
Revolta da Vacina (RJ – 1904):
Projeto de modernização do RJ (Presidente Rodrigues Alves).
Destruição de cortiços e favelas, ampliação das avenidas, construção de novos prédios inspirando-se em Paris.
Expulsão de comunidades pobres das regiões centrais, inflação, alta do custo de vida.
Vacinação obrigatória contra a varíola (Oswaldo Cruz) desencadeia conflito.
Revolta dos Marinheiros ou Revolta da Chibata (RJ 1910):

João Cândido (líder), posteriormente apelidado de “Almirante Negro”.
Causas: maus tratos, baixos soldos, péssima alimentação e castigos corporais (como a chibata, por exemplo) dentro da marinha.
Marinheiros tomam 2 navios e ameaçam bombardear o Rio caso continuassem os castigos na marinha.
Governo promete atender as reivindicações e solicita que marinheiros se entregassem.
Envolvidos foram presos e mortos. João Cândido sobrevive, mas é expulso da marinha .
Castigos corporais na marinha são abolidos.

Movimento operário:
Causas: ampla exploração dos trabalhadores urbanos das fábricas e ausência de legislação trabalhista que amparasse os trabalhadores.
Até a década de 20 predomínio de imigrantes italianos de ideologia anarquista.
Principais formas de luta: formação de sindicatos e organização de greves.
A partir de 1922 o principal instrumento de luta operária foi o PCB, que tenta organizar os operários.
Postura do governo em relação ao movimento operário: repressão (“caso de polícia”).
A Semana de Arte Moderna (SP – fev/1922):
Crítica aos padrões artísticos e literários formais (métrica, rima, saudosismo, sentimentalismo).
Criação de uma nova estética sem fórmulas fixas e limitadoras da criatividade.
“Paulicéia Desvairada” – MÁRIO DE ANDRADE: primeira obra modernista.
Principais representantes: Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Menotti del Picchia (literatura), Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti (pintura), Villa-Lobos (música), Vitor Brecheret (escultura).
O Tenentismo:
Movimento da baixa oficialidade do exército (tenentes e capitães).
Classe média urbana e letrada.
Contra o poder central das oligarquias.
Objetivos: moralização política (voto secreto, fim das fraudes, afastamento do controle oligárquico), ensino obrigatório, centralização positivista.
Programa elitista – para o povo, mas sem o povo.
Consideravam-se a “salvação nacional”.

Revolta do Forte de Copacabana ou os 18 do Forte (RJ 1922):
Contra a posse do presidente Arthur Bernardes (1922).
Episódio das “Cartas Falsas”.
Movimento fracassou, mas 18 integrantes (sendo um civil) marcharam em Copacabana contra uma tropa do governo de mais de 3 mil homens. Sobreviveram ao gesto suicida dois tenentes: Siqueira Campos e Eduardo Gomes.
Rebelião Paulista (1924):
Tenentes tomam o poder de São Paulo, liderados por Isidoro Dias Lopes, por 22 dias, até a reorganização das tropas federais. Fogem para o Paraná onde se encontram com outro grupo de tenentes vindos do RS, liderados por Luís Carlos Prestes.
Coluna Prestes (1924 – 1926):
Líder: Luís Carlos Prestes (“o Cavaleiro da Esperança”).
Marcha pelo interior do Brasil tentando debilitar o governo de Arthur Bernardes e conseguindo mais adeptos para a causa tenentista.
Caráter social mais amplo: alguns mencionavam o desejo pelo voto feminino e pela reforma agrária.
Fracassou. Seus integrantes se exilaram na Bolívia. Alguns retornaram ao Brasil posteriormente.