sábado, 30 de março de 2013

sábado, 23 de março de 2013

América Colonial Espanhola





 Conquista espanhola

O processo de conquista foi extremamente violento, contribuindo para a dizimação das populações nativas. O uso da violência deveu-se à ânsia da descoberta dos metais preciosos e da vontade de escravizar os nativos da América.

                Após a conquista dos territórios, a Espanha iniciou a organização de seu imenso Império Colonial na América, através da imposição de estruturas políticas, econômicas e administrativas que atendessem o seu interesse mercantilista, qual seja, a acumulação de capitais.

1519 - Hernan Cortez conquista o Império Asteca (México).

1531- Francisco Pizarro conquista o Império Inca (Peru).


Organização político-administrativa

A administração espanhola era bastante descentralizada, estando cada unidade colonial subordinada diretamente à metrópole.       

Divisão da área colonial: Vice-reinados: Nova Espanha, Nova Granada,  Peru e Prata .

Capitanias-gerais : Cuba,Guatemala, Venezuela e Chile.


Estrutura Administrativa:

Conselho das Índias: ligado diretamente ao rei, ficava encarregado da administração geral das colônias.

Casa de Contratação: encarregada da fiscalização, da regulamentação do comércio e da cobrança dos tributos.

Poder local: exercido pelos Cabildos e Câmaras Municipais.


Organização econômica

Atividade econômica principal: mineração (ouro e prata).

                A grande quantidade de ouro e prata, retirada da América e enviada para a Europa, compromete o desenvolvimento industrial da Espanha e gera uma "revolução dos preços“.

Casa de Contratação: Controla o comércio dos metais preciosos. O ouro e a prata devem sair da América diretamente para o porto de Sevilha - sistema de porto único


Exploração da mão de obra: O trabalho adotado nas minas foi o trabalho compulsório dos indígenas.

Encomienda: o colono tinha o direito de explorar o trabalho indígena, em troca de sua cristianização. 

Repartimiento: A Metrópole faz um recrutamento em massa do indígena, obrigando-o a realizar obras públicas. Este tipo de exploração é semelhante ao utilizado na época pré-colombiana – Mita.


Organização Social

A sociedade colonial na América Hispânica estava assim estruturada:

Chapetones: espanhóis que vinham para a colônia e ocupavam os cargos burocráticos e administrativos.

Criollos: espanhóis nascidos na América. Eram os grandes proprietários de terras e escravos, formavam a elite econômica, muito embora ficassem excluídos das funções políticas.

Mestiços

Indígenas

Africanos

sábado, 2 de março de 2013

EXPANSÃO MARÍTIMA E COMERCIAL EUROPEIA



Introdução
As grandes navegações fazem parte do processo de expansão, iniciado com as Cruzadas e o renascimento comercial. Esta expansão se consolidou com a formação de impérios colônias na América, recém- descoberta pelos navegantes provenientes da Europa. Estes novos domínios europeus representavam, em outros continentes, um  fator fundamental na chamada revolução comercial, cuja característica  mais importante foi o surgimento de uma intensa rede de comércio mundial ligando, pela primeira vez na história da humanidade, os portos principais dos quatro continentes do globo.

Definição:  Processo de expansão ultramarina europeia realizada nos séculos XV e XVI em busca de novas rotas comerciais.

Fatores:
- A crise do feudalismo.
- A retração do comércio.
- O monopólio do comércio das especiarias pelos Árabes e  as cidades italianas de Gênova e Veneza.
- A necessidade de novos mercados.
- A falta de metais preciosos.
- O fortalecimento do poder real
-  Progresso técnico e científico e as inovações de técnicas e  marítimas.
- Propagação da fé cristã como ideal europeu.

IMPORTANTE:
- A expansão marítima abriria novos mercados e novas rotas para o tradicional comércio com o Oriente.
 - A ampliação econômica atenderia  os interesses da classe mercantil e ampliaria as rendas do Estado.

Fatores do pioneirismo português:
- A precoce centralização política
- Posição geográfica privilegiada.
- A  Revolução de Avis 1383-1385:  A aliança do rei com a burguesia.
- Posição geográfica privilegiada.
-          Progresso Náutico

A Expansão Marítima Portuguesa
1415 - Conquista de Ceuta, no norte da África
1418-32Ocupação da Ilha das Ilhas de Ações, com a introdução capitanias hereditárias.            
1434 -  Gil Eanes dobra o cabo Bojador.
1460 -  Descoberta das Ilhas de Cabo Verde.
1488 -  Bartolomeu Dias dobra  o Cabo das Tormentas (Cabo da Boa Esperança)
1498: Vasco da Gama atinge Calicute, na costa da Índia.
- Viagem de Duarte Pecheco Pereira no litoral da América Sul.
1500Pedro Álvares Cabral oficializa a posse sobre o Brasil.

Fatores do Atraso Espanhol:
          O atraso na centralização política: formação dos  Estados Nacionais.
           A luta para expulsar os muçulmanos: Guerra da Reconquista.

 Os “reis católicos”, Fernando de Aragão e Isabel de Castela  patrocinam o projeto do genovês  Cristóvão Colombo.

Conquistas da Espanha

1492: Cristóvão  Colombo descobre a América (Ilha  de Guanaani, atual San Salvador, nas Bahamas).
1519-1521: Fernão de Magalhães e Sebastião El Cano realizam a primeira viagem de circunavegação (volta ao mundo).

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O ILUMINISMO


O Iluminismo foi um movimento intelectual que surgiu durante o século XVIII na Europa, que defendia o uso da razão (luz) contra o antigo regime (trevas)  e pregava maior liberdade econômica e política.
Este movimento promoveu mudanças políticas, econômicas e sociais, baseadas nos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade.
O Iluminismo tinha o apoio da burguesia, pois os pensadores e os burgueses tinham interesses comuns. 
As críticas do movimento ao Antigo Regime eram em vários aspectos como:
·         Mercantilismo. 
·         Absolutismo monárquico.
·         Poder da igreja e as verdades reveladas pela fé.
Com base nos três pontos  acima, podemos afirmar que o Iluminismo defendia:
·         A liberdade econômica, ou seja, sem a intervenção do estado na economia.
·         O Antropocentrismo, ou seja, o avanço da ciência e da razão.
·         O predomínio da burguesia e seus ideais.
As idéias liberais do Iluminismo se disseminaram rapidamente pela população. Alguns reis absolutistas, com medo de perder o governo - ou mesmo a cabeça -, passaram a aceitar algumas idéias iluministas.
Estes reis eram denominados Déspotas Esclarecidos, pois tentavam conciliar o jeito de governar absolutista com as idéias de progresso iluministas.
Alguns representantes do despotismo esclarecido foram: Frederico II, da Prússia; Catarina II, da Rússia; e Marquês de Pombal, de Portugal.
Alguns pensadores ficaram famosos e tiveram destaque por suas obras e idéias neste período. São eles:
·         John Locke, Considerado o “pai do Iluminismo”. Sua principal obra foi “Ensaio sobre o entendimento humano”, onde Locke defende a razão afirmando que a nossa mente é como uma tábula rasa sem nenhuma idéia.  Defendeu a liberdade dos cidadãos e Condenou o absolutismo.
·         Voltaire destacou-se pelas críticas feitas ao clero católico, à inflexibilidade religiosa e à prepotência dos poderosos.
·         Montesquieu em sua obra “O espírito das leis”  defendeu a tripartição de poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. No entanto, Montesquieu não era a favor de um governo burguês. Sua simpatia política inclinava-se para uma monarquia moderada.
·         Jean-Jacques Rousseau é autor da obra “O contrato social”, na qual afirma que o soberano deveria dirigir o Estado conforme a vontade do povo. Apenas um Estado com bases democráticas teria condições de oferecer igualdade jurídica a todos os cidadãos.
Rousseau destacou-se também como defensor da pequena burguesia.
·         Quesnay foi o representante oficial da fisiocracia. Os fisiocratas pregavam um capitalismo agrário sem a interferência do Estado.
·         Adam Smith foi o principal representante de um conjunto de idéias denominado liberalismo econômico, o qual é composto pelo seguinte:
a)    o Estado é legitimamente poderoso se for rico;
b)    para enriquecer, o Estado necessita expandir as atividades econômicas capitalistas;
c)     para expandir as atividades capitalistas, o Estado deve dar liberdade econômica e política para os grupos particulares.
d)    A economia deveria ser conduzida pelo livre jogo da oferta e da procura.
Fonte:  http://www.sohistoria.com.br/resumos/iluminismo.php

Mercantilismo


Mercantilismo é o sistema econômico baseado no mercado. Mercantilismo é o nome dado a um conjunto de práticas econômicas desenvolvido na Europa na Idade Moderna, entre o século XV e o final do século XVIII. O mercantilismo originou um conjunto de medidas econômicas diversas de acordo com os Estados. Caracterizou-se por uma forte intervenção do Estado na economia. Consistiu numa série de medidas tendentes a unificar o mercado interno e teve como finalidade a formação de fortes Estados-nacionais.
É possível identificar algumas características principais: intervenção do Estado na economia, metalismo, balança comercial favorável, pacto colonial e protecionismo.
Segundo Hunt, o mercantilismo originou-se no período em que a Europa estava a passar por uma grave escassez de ouro e prata, não tendo, portanto, dinheiro suficiente para atender ao volume crescente do comércio.
As políticas mercantilistas partilhavam a crença de que a riqueza de uma nação residia na acumulação de metais preciosos (ouro e prata), advogando que estes se atrairiam através do incremento das exportações e da restrição das importações (procura de uma balança comercial favorável). Essa crença é conhecida como bulionismo ou metalismo.
O Estado desempenha um papel intervencionista na economia, implantando novas indústrias protegidas pelo aumento dos direitos alfandegários sobre as importações, (protecionismo), controlando os consumos internos de determinados produtos, melhorando as infra-estruturas e promovendo a colonização de novos territórios (monopólio), entendidos como forma de garantir o acesso a matérias-primas e o escoamento de produtos manufaturados. A forte regulamentação da economia pelo mercantilismo será contestada na segunda metade do século XVIII por François Quesnay e pelo movimento dos fisiocratas.
No mercantilismo, o Estado adquire um papel primordial no desenvolvimento da riqueza nacional, ao adotar políticas protecionistas, e em particular estabelecendo barreiras tarifárias e medidas de apoio à exportação.

fonte:  http://www.wikipedia.org

O ABSOLUTISMO


O ABSOLUTISMO

Absolutismo é uma teoria política que defende que alguém (em geral, um monarca) deve ter o poder absoluto, isto é, independente de outro órgão. É uma organização política na qual o soberano concentrava todos os poderes do estado em suas mãos. Os teóricos de relevo associados ao absolutismo incluem autores como Maquiavel, Jean Bodin, Jacques Bossuet e Thomas Hobbes.
Esta ideia tem sido algumas vezes associada a doutrina do "Direito Divino dos Reis", que defende que a autoridade do governante emana diretamente de Deus, e que não podem ser depostos a não ser por Deus, defendido por alguns teóricos absolutistas como Jean Bodin e Jacques Bossuet.

Teorias do absolutismo
Durante os séculos XVI e XVII, diversos pensadores buscaram justificar o poder absoluto dos monarcas.
A principal obra de Nicolau Maquiavel, 'O príncipe', escrita para responder a um questionamento a respeito da origem e da manutenção do poder, influenciou os monarcas europeus, que a utilizaram para a defesa do absolutismo. Maquiavel defendia o Estado como um fim em si mesmo, afirmando que os soberanos poderiam utilizar-se de todos os meios - considerados lícitos ou não - que garantissem a conquista e a continuidade do seu poder. As ações do Estado são regidas, sobretudo, pela racionalidade.
Outro teórico foi Jean Bodin, sua obra foi 'Os seis livros da República'. Segundo ele, a autoridade do rei era concedida por Deus, cabendo aos súditos somente a obediência passiva.
Jacques Bossuet, contemporâneo de Luís XIV, foi um dos maiores defensores do absolutismo e, simultaneamente, do "direito divino dos reis"; em sua obra 'Política Segundo a Sagrada Escritura', afirmava que a Monarquia era a origem divina, cabendo aos homens aceitar todas as decisões reais, pois questioná-las transformá-los-ia não somente em inimigos públicos, mas também em inimigos de Deus.
Thomas Hobbes, autor de Leviatã, proclamou que, em seu estado natural, a vida humana era "solitária, miserável, desprezível, bestial e breve"; buscando escapar da guerra de todos contra todos, os homens uniram-se em torno de um contrato para formar uma sociedade civil, legando a um soberano todos os direitos para protegê-los contra a violência. Hobbes defende a teoria de que um rei só poderia subir ao trono pela vontade do povo e não pela vontade divina. A Monarquia é justificada pelo consenso social.
Hugo Grotius é considerado um dos precursores do direito universal, pois defendia que, se todos os países adotassem o Absolutismo, seria possível se estabelecer um sistema único de legislação. Sua principal obra foi 'Direito de Paz e de Guerra'.[2]

fonte:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Absolutis