sábado, 1 de junho de 2013

A INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA



1 - Independências das nações latino-americanas:

          Processo de libertação das colônias espanholas.

          Quando: Aproximadamente entre 1810 e 1830.

          Fatores externos:

        Crise geral do Antigo Regime (enfraquecimento das potências coloniais).

        Iluminismo (base ideológica).

        Independência dos EUA (exemplo).

Guerras napoleônicas (ESP invadida sem condições de controlar as colônias).

        Revolução Industrial (pressão inglesa para abertura de mercados).

        Doutrina Monroe: “A América para os Americanos” (auxílio dos EUA)

          Fatores internos:

        Pacto colonial retardando desenvolvimento das colônias.

        Desigualdades sociais.

          A SOCIEDADE COLONIAL ESPANHOLA:

          (aproximadamente 20 milhões de pessoas).

CHAPETONES e CLERO: Espanhóis, altos cargos, privilégios

CRIOLLOS: Descendentes de espanhóis nascidos na América. Elite colonial, grandes proprietários e comerciantes. Integrantes dos Cabildos (Câmaras Municipais)

MESTIÇOS: capatazes e artesãos que serviam aos criollos.

ÍNDIOS e NEGROS: explorados como escravos ou “semi-escravos” (Mita ou Repartimiento – trabalho forçado nas minas/ Encomienda – trabalho servil nos latifúndios agroexportadores, também chamados de haciendas ou plantations)

          Precursores:

        TUPAC AMARU (PER – 1780): rebelião indígena. Massacre de aproximadamente 80 mil pessoas.

        FRANCISCO MIRANDA (VEN – 1811): criollo que liderou libertação provisória da Venezuela. Foi preso e morreu na ESP.

          Guerras de Independência:

        Intervenção napoleônica na ESP.

        Deposição do rei Fernando VII..

        1810 – 1814: Criollos tomam o poder na América amparando-se nos cabildos e formando juntas governativa. Derrotados após a restauração da monarquia na ESP.

        1817 – 1825: lutas vitoriosas.

          SIMÓN BOLÍVAR (republicano) e SAN MARTIN (monarquista) – principais líderes.

          Apoio da ING e dos EUA, ambos interessados em novos mercados.

          BOLÍVAR – libertação da Venezuela em direção ao Peru (norte para o sul).

          SAN MARTIN – libertação da Argentina em direção ao Peru (sul para o norte).

          HAITI: Libertação de escravos.

          BOLIVARISMO: ideal de unidade territorial do continente (oposição da ING, EUA e elites rurais locais).

          Fracasso (Congresso do Panamá).




          Consequências:

        Fragmentação territorial em várias repúblicas.

        Instabilidade política (lutas internas pelo poder).

        Dependência econômica (Sul – ING, Centro – EUA).

        Estrutura econômica inalterada (América permanece como fornecedora de matéria-prima e consumidora de manufaturados).

        CAUDILHISMO – tipo de governo característico da América Latina do período, com líderes autoritários, paternalistas e conservadores, representantes das elites locais.

        Desigualdades sociais – mestiços, índios e negros ainda marginalizados.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A ECONOMIA AÇUCAREIRA E AS INVASÕES HOLANDESAS



          Engenhos (unidade produtiva básica):
        Casa Grande (residência do senhor de engenho e família).
        Senzala (ambiente insalubre destinado aos escravos).
          Sociedade açucareira:
        Escravismo.
        Patriarcalismo.
        Ruralismo.
          Outros produtos:
        Suporte para a lavoura canavieira.
        GADO (exploração do interior, couro, tração, carne, leite, pecuária extensiva, trabalho livre).
        FUMO (troca por escravos na África).
        DROGAS DO SERTÃO: produtos extraídos da floresta amazônica com relativo valor na Europa, tais como anil, guaraná, salsa, corantes, e sobretudo o cacau.
        Agricultura de subsistência.

          Trabalho escravo:
        ÍNDIOS: mais utilizados até aproximadamente 1560, utilizados em lavouras menos desenvolvidas ou mais pobres.
        NEGROS: preferencialmente utilizados a partir de 1560, mão-de-obra básica do Brasil durante todo o período colonial e imperial. Utilizados acima de tudo pelo fato de representarem uma fonte de lucro extra através do tráfico de escravos. Além disso, os índios foram sendo exterminados e as comunidades negras já conheciam a agricultura.
- UNIÃO IBÉRICA E INVASÕES HOLANDESAS
          União Ibérica (1580 – 1640):
        Período em que POR e ESP foram governados pelos mesmos reis. POR foi dominado pela ESP.
        D. Sebastião (POR) morre em 1578 sem deixar sucessores.
        D. Henrique, seu tio já idoso assume o trono e falece em 1580, também sem sucessores.
        Felipe II, rei da ESP invade o país e impõe governo conjunto.
        Possessões portuguesas passam a ser da ESP.
        Acordo com nobreza portuguesa determina manutenção de órgãos administrativos portugueses nas colônias, portanto, internamente não houve alterações no Brasil.
        Tratado de Tordesilhas começa a ser ultrapassado.
        Inimigos da ESP na Europa invadem o BRA em represália ao governo espanhol.
        HOL, um dos inimigos da ESP é impedida de fazer comércio em qualquer possessão espanhola.
        Comércio do açúcar no BRA que tinha participação holandesa é atingido.
Holandeses invadem o BRA tentando romper o bloqueio espanhol ao comércio de açúcar.
          As invasões holandesas (1624 – 1654):
        Tentativa de romper o bloqueio econômico imposto pelo governo espanhol ao comércio do açúcar.
        1624 – Invasão da BA (fracasso).
        Criação da Companhia das Índias Ocidentais – empresa holandesa responsável por viabilizar recursos para invadir novamente o Brasil.
        1630 – 1654 – Invasão de PE (maior centro mundial de produção açucareira).
          Maurício de Nassau – governante holandês responsável pelo controle de PE e estabelecer um clima amistoso com os brasileiros.
          Modernização e urbanização.
          Embelezamento de cidades (com a vinda de artistas holandeses).
          Financiamento para donos de engenho.
          Liberdade de culto.
          Demitido em 1644 pela CIA. das Índias Ocidentais.
          Insurreição Pernambucana (1645 – 54): movimento luso-brasileiro que expulsou os holandeses do BRA.
        Consequência da expulsão dos holandeses: início da crise do ciclo do açúcar pois os holandeses ao saírem do BRA instalaram-se nas Antilhas (América Central), produzindo lá um açúcar mais barato e de melhor qualidade que o nosso.

sábado, 13 de abril de 2013

BRASIL COLÔNIA: INICIO DA COLONIZAÇÃO




BRASIL COLÔNIA

A MONTAGEM DO SISTEMA COLONIAL

  1. CARACTERÍSTICAS GERAIS DO PERÍODO COLONIAL

          Colônia de exploração (fornecimento de gêneros inexistentes na Europa).

          Monocultura.

          Agroexportação.

          Latifúndio.

          Escravismo.

          Pacto Colonial (monopólio de comércio da metrópole sobre a colônia).

(Plantation)


2 - O PERÍODO PRÉ-COLONIAL (1500 – 1530):

          O Brasil ficou em 2º plano: comércio com as Índias + ausência de metais preciosos.

          Pau-Brasil

        Fabricação de tintura para tecidos.

        Exploração nômade e predatória.

        Escambo com índios.

        Incursões estrangeiras (ESP e  FRA).

          Expedições guarda-costas (fracasso).

          Colonização:

        Medo de perder as terras para invasores.

        Decadência do comércio com as Índias.

        Esperança de encontrar metais preciosos.

3 - ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DO BRASIL COLÔNIA

          As Capitanias Hereditárias:

        15 lotes horizontais de terra entregues pelo rei a membros da corte de sua confiança.

        Carta de Doação: documento que transferia a posse da terra.

        Capitão Donatário – aquele que recebe um dos lotes de terra.

        Carta Foral: direitos e deveres dos donatários.

          Direitos – aplicar a justiça, escravizar índios e doar sesmarias.

          Deveres – fundar povoados, cobrar impostos e defender o território.

        Privilégios metropolitanos:

          100% sobre o Pau Brasil.

          100% sobre as drogas do sertão.

          20% sobre metais preciosos.

          10% sobre a produção agrícola.

         Motivos para a aplicação deste tipo de organização:

ü  Portugal já havia testado essa forma administração em suas ilhas do Atlântico.

ü  Transferência de despesas para particulares (Portugal não gastava nada).

        Fracasso: falta de recursos e de interesse dos donatários + distância excessiva da metrópole + invasões estrangeiras + ataques de indígenas.

        Exceções: Pernambuco e São Vicente.

        Os Governos Gerais:

        Correção de erros das Capitanias .

        Centralização Administrativa.

        Cargos auxiliares: Ouvidor-mor (justiça), Provedor-mor (tesouro e cobrança de impostos), Capitão-mor (defesa).

        Tomé de Souza (1549 – 1553): Salvador (capital), doação de sesmarias, criação de engenhos, criação do primeiro bispado do Brasil, vinda de jesuítas;.

        Duarte da Costa (1553 – 1558): atritos entre colonos e jesuítas, bispo e governador, atritos com índios, invasão de franceses ao RJ;

        Mem de Sá (1558 – 1572): restabelecimento da paz interna e expulsão de franceses do RJ.

        Câmara Municipal:

                             Instituído por regimento metropolitano.

                             Congrega atribuições de governo/executivo local, legislativo, judiciário/policial   fiscal. A princípio deveria se constituir como um agente do Estado metropolitano na localidade.

                             Representação do “Poder local”.

                             Voto censitário; formado basicamente pela aristocracia agrária/latifundiários: “Homens Bons”.

          Missões jesuíticas:

Inserida no contexto  Contra-Reforma; evangelização; catequese indígena; formação de comunidades indígenas; expressiva atuação presença na região amazônica e no extremo sul da colônia (Sete Povos das Missões).

sábado, 30 de março de 2013

sábado, 23 de março de 2013

América Colonial Espanhola





 Conquista espanhola

O processo de conquista foi extremamente violento, contribuindo para a dizimação das populações nativas. O uso da violência deveu-se à ânsia da descoberta dos metais preciosos e da vontade de escravizar os nativos da América.

                Após a conquista dos territórios, a Espanha iniciou a organização de seu imenso Império Colonial na América, através da imposição de estruturas políticas, econômicas e administrativas que atendessem o seu interesse mercantilista, qual seja, a acumulação de capitais.

1519 - Hernan Cortez conquista o Império Asteca (México).

1531- Francisco Pizarro conquista o Império Inca (Peru).


Organização político-administrativa

A administração espanhola era bastante descentralizada, estando cada unidade colonial subordinada diretamente à metrópole.       

Divisão da área colonial: Vice-reinados: Nova Espanha, Nova Granada,  Peru e Prata .

Capitanias-gerais : Cuba,Guatemala, Venezuela e Chile.


Estrutura Administrativa:

Conselho das Índias: ligado diretamente ao rei, ficava encarregado da administração geral das colônias.

Casa de Contratação: encarregada da fiscalização, da regulamentação do comércio e da cobrança dos tributos.

Poder local: exercido pelos Cabildos e Câmaras Municipais.


Organização econômica

Atividade econômica principal: mineração (ouro e prata).

                A grande quantidade de ouro e prata, retirada da América e enviada para a Europa, compromete o desenvolvimento industrial da Espanha e gera uma "revolução dos preços“.

Casa de Contratação: Controla o comércio dos metais preciosos. O ouro e a prata devem sair da América diretamente para o porto de Sevilha - sistema de porto único


Exploração da mão de obra: O trabalho adotado nas minas foi o trabalho compulsório dos indígenas.

Encomienda: o colono tinha o direito de explorar o trabalho indígena, em troca de sua cristianização. 

Repartimiento: A Metrópole faz um recrutamento em massa do indígena, obrigando-o a realizar obras públicas. Este tipo de exploração é semelhante ao utilizado na época pré-colombiana – Mita.


Organização Social

A sociedade colonial na América Hispânica estava assim estruturada:

Chapetones: espanhóis que vinham para a colônia e ocupavam os cargos burocráticos e administrativos.

Criollos: espanhóis nascidos na América. Eram os grandes proprietários de terras e escravos, formavam a elite econômica, muito embora ficassem excluídos das funções políticas.

Mestiços

Indígenas

Africanos

sábado, 2 de março de 2013

EXPANSÃO MARÍTIMA E COMERCIAL EUROPEIA



Introdução
As grandes navegações fazem parte do processo de expansão, iniciado com as Cruzadas e o renascimento comercial. Esta expansão se consolidou com a formação de impérios colônias na América, recém- descoberta pelos navegantes provenientes da Europa. Estes novos domínios europeus representavam, em outros continentes, um  fator fundamental na chamada revolução comercial, cuja característica  mais importante foi o surgimento de uma intensa rede de comércio mundial ligando, pela primeira vez na história da humanidade, os portos principais dos quatro continentes do globo.

Definição:  Processo de expansão ultramarina europeia realizada nos séculos XV e XVI em busca de novas rotas comerciais.

Fatores:
- A crise do feudalismo.
- A retração do comércio.
- O monopólio do comércio das especiarias pelos Árabes e  as cidades italianas de Gênova e Veneza.
- A necessidade de novos mercados.
- A falta de metais preciosos.
- O fortalecimento do poder real
-  Progresso técnico e científico e as inovações de técnicas e  marítimas.
- Propagação da fé cristã como ideal europeu.

IMPORTANTE:
- A expansão marítima abriria novos mercados e novas rotas para o tradicional comércio com o Oriente.
 - A ampliação econômica atenderia  os interesses da classe mercantil e ampliaria as rendas do Estado.

Fatores do pioneirismo português:
- A precoce centralização política
- Posição geográfica privilegiada.
- A  Revolução de Avis 1383-1385:  A aliança do rei com a burguesia.
- Posição geográfica privilegiada.
-          Progresso Náutico

A Expansão Marítima Portuguesa
1415 - Conquista de Ceuta, no norte da África
1418-32Ocupação da Ilha das Ilhas de Ações, com a introdução capitanias hereditárias.            
1434 -  Gil Eanes dobra o cabo Bojador.
1460 -  Descoberta das Ilhas de Cabo Verde.
1488 -  Bartolomeu Dias dobra  o Cabo das Tormentas (Cabo da Boa Esperança)
1498: Vasco da Gama atinge Calicute, na costa da Índia.
- Viagem de Duarte Pecheco Pereira no litoral da América Sul.
1500Pedro Álvares Cabral oficializa a posse sobre o Brasil.

Fatores do Atraso Espanhol:
          O atraso na centralização política: formação dos  Estados Nacionais.
           A luta para expulsar os muçulmanos: Guerra da Reconquista.

 Os “reis católicos”, Fernando de Aragão e Isabel de Castela  patrocinam o projeto do genovês  Cristóvão Colombo.

Conquistas da Espanha

1492: Cristóvão  Colombo descobre a América (Ilha  de Guanaani, atual San Salvador, nas Bahamas).
1519-1521: Fernão de Magalhães e Sebastião El Cano realizam a primeira viagem de circunavegação (volta ao mundo).