sábado, 15 de outubro de 2016

sábado, 8 de outubro de 2016

E. E. Dr. Celso Machado

Recuperação 3º Bimestre.

Lista dos alunos que conseguiram se recuperar por meio da prova e trabalho de recuperação.
P.S. Aqui estão listados somente os alunos que conseguiram se recuperar, os que não conseguiram nota suficiente não foram incluídos na relação abaixo.

2º Ano – Azul

Alessandra;
Daiana;
Daniela Martins;
Davyes;
Fabrício;
Franciele;
Gleiciane.
Lucas de Oliveira;
Marcos Felipe;
Patrícia;


2º Ano – Laranja

Natália Martinho.
Samara;


2º Ano – Verde

Fabrício Galvão;
Palona;
Rudson.



2º Ano – Amarelo

Jonnathan Mario.


2º Ano – Vermelho

Daliane;
Pedro Henrique.
Priscila;


3º Ano – A

Aline;
Bruna;
Dara;
Jeanne;
Joaquim;
Luana;
Luiz Eduardo;
Mirela;
Natan;
Nilson Junior.
Suellen;



3º Ano – B

Clarice;
Hugo Thales;
Indiamara;
Ivete;
Jessyca Olegário;
Jheniffer;
Karolaine.
Matheus de Laia;
Ravena;
Sinval;
Thiago;



3º Ano – C

Bruna Lourenço;
Carla;
Eliana;
Lárrima;
Mailkon;
Maria Eduarda;
Matheus de Lima;
Paulo Victor;
Raphael de Souza;
Vagner;


Paz e bem!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Expansão Territorial do Brasil

Material disponibilizado pela professora Juliana Lopes para os alunos do 1º Ano do Ensino Médio da Escola Estadual Dr. Celso Machado.

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No primeiro momento, temos a chegada dos portugueses que pouco se interessaram pelas novas terras, pois não encontrastes aqui de imediato nada que fosse de grande valor (metais preciosos) a não ser muito calor, povos desconhecidos e o famoso pau-brasil.

Na verdade, as terras brasileiras pertencente a Portugal, limitava-se entre o Tratado de Tordesilhas e o Oceano Atlântico ou seja, uma estreita faixa de terra.

A ocupação do território brasileiro no início foi um dos maiores problemas enfrentados pela Metrópole. Enuremos aqui os obstáculos: falta de recursos e de pessoal, condições naturais (calor e mata fechada), ataques indígenas, índios antropófagos e outros.

As novas terras não ofereciam nenhum atrativo econômico. Esses fatores tornaram muito lenta a colonização do litoral e impuseram enormes dificuldades ao povoamento do interior.

Durante mais ou menos trinta anos, O Brasil Colônia, fica apenas sendo patrulhado por algumas naus que a Corte portuguesa enviava para garantir a soberania e tentar proibir a presença de corsários franceses, ingleses e holandeses.

Num determinado momento, os portugueses começam a despertar um interesseeconômico e político. As Índias já não representava tanto lucro para a metrópole. A distância e o desinteresse pelos produtos desta região, já não eram tão lucrativo para a Coroa Portuguesa.

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Observamos que a expansão e ocupação territorial foram conseqüências de ordemeconômica e política, visando aos interesses dos colonos e da Metrópole. Os principaisfatores responsáveis pela expansão territorial foram: as bandeiras, a pecuária e a expansão oficial.

As Bandeiras:


foram expedições de caráter particular, estruturadas militarmente, cujos objetivos se constituíram nas seguintes fases:

- de apresamento (ou caça ao índio), aqueles já catequizados de preferência;
- ouro de lavagem e pedras preciosas;
- sertanismo de contrato. ( No sertanismo de contrato, os bandeirantes eram chamados, na maioria das vezes, para guerrear contra tribos indígenas insurretas e contra os quilombos, pois conheciam muito bem o sertão e eram chamados também de sertanejos).

Obs.: Tiveram como núcleo de irradiação a capitania de São Vicente, especialmente a cidade de São Paulo. Com o declínio da produção açucareira, a capitania passa a viver de uma economia de subsistência, escravizando índios para usá-los como mão-de-obra doméstica. Com uma população pobre, o único recurso foi procurar recursos fora de São Paulo, daí a formação das Bandeiras.
Monopolizando o tráfico negreiro, os holandeses só forneciam escravos às regiões brasileiras que estavam sob seu domínio.
A Bahia e o Rio de Janeiro, onde também se produzia açúcar, com a suspensão do tráfico, passaram a se constituir em amplos mercados para a mão-de-obra indígena, alcançando aí altos preços. Assim, o índio, que até então era caçado para o trabalho, passava agora a ser caçado como mercadoria.
Os bandeiras procuravam riquezas, submetendo índios, escravos fugidos e descobrindo metais preciosos.
Os bandeirantes ingressaram então numa fase de apresamento maciço, penetrando no sertão, atacando as missões jesuíticas de Guaíra, Itatim, Tape, localizadas na região Paraná-Paraguai e Rio Grande do Sul, onde milhares de índios trabalhavam na terra ou no pastoreio, dirigidos e orientados pelos padres marianos. Dentre as bandeiras apresadoras destacaram-se a de Antonio Raposo Tavares e Manuel Preto.
Com a reconquista de Angola, em 1648, por Portugal, é restabelecido o tráfico negreiro para o Brasil português. E, como o negro africano era considerado mais produtivo que o indígena brasileiro, os colonos preferiam o trabalho do escravo negro. Além disso, os lucros do comércio escravista passariam para os portugueses, deixando de ser dos colonos bandeirantes.

Dessa forma, o apresamento entra em declínio, deixando como resultado a escravidão de milhares de índios, a destruição das missões e a ruptura da linha de Tordesilhas, penetrando em terras espanholas que seriam, mais tarde, incorporadas ao Brasil.

Bandeiras de ouro de lavagem
Na segunda metade do século XVII, Portugal atravessa uma séria crise econômica devido ao domínio espanhol (1580-1640) e à decadência da economia açucareira, em vista da concorrência antilhana feita pelos holandeses.

Nesse contexto, a Coroa portuguesa, ansiosa em aumentar sua arrecadação, incentiva a busca de metais preciosos, prometendo honrarias e privilégios aos que descobrissem minas. Assim, os bandeirantes paulistas, que atravessavam a decadência da preação de índios devido ao restabelecimento do tráfico negreiro, partem para o interior em busca de metais preciosos, conseguindo descobrir as minas de ouro de Caeté, Sabará e Vila Rica, na região das “gerais”.

As “gerais” povoam-se rapidamente; paulistas e depois os “emboabas” (nome dado aos forasteiros que chegaram depois dos paulistas) passam a disputar as minas, provocando a Guerra dos Emboabas, em 1708, quando vários paulistas são massacrados no Capão da Traição.

Após a guerra, os paulistas dirigiram-se para Goiás e Mato Grosso, onde descobriram outras minas de ouro. Além da penetração a pé, bandeirantes de Itu, Porto Feliz, Leme e Tietê organizaram expedições fluviais pelo rio Tietê, a fim de chegar a Mato Grosso. Essas bandeiras ficaram conhecidas como “monções”.

As monções, expedições que seguiam pelos rios, foram responsáveis pela interiorização do comércio e pela formação de vários núcleos de povoação além da linha de Tordesilhas.

As bandeiras de ouro de lavagem ocasionaram maior extensão do povoamento português para além da linha de Tordesilhas, sedimentando a conquista através da formação de vários núcleos de povoamento. Além disso, provocou o surgimento de uma nova atividade econômica: a mineração do século XVIII.

Bandeiras de sertanismo de contrato
Foram expedições contratadas por donatários, governadores ou senhores de engenho, a fim de combater índios, capturar escravos fugidos ou destruir quilombos (redutos de escravos fugidos). O mais importante foco de resistência negra contra a escravidão foi o quilombo de Palmares, que se formou na serra da Barriga, em Alagoas.

Nessa região de difícil acesso, desenvolveu-se uma comunidade auto-suficiente que produzia milho, mandioca, banana, cana-de-açúcar e que, durante certo período, chegou a comercializar seus excedentes com as regiões vizinhas.

Palmares estabeleceu-se ao longo do século XVII, chegando a abrigar mais de 20 mil negros fugidos dos engenhos, dispersos durante a invasão holandesa. (...) Em 1694, depois de um longo cerco, o paulista Domingos

Jorge Velho, a serviço dos senhores de engenho, invadiu e destruiu Palmares. Muitos de seus habitantes conseguiram fugir e reorganizaram-se sob o comando de Zumbi, continuando a luta contra os brancos. Em 20 de novembro de 1695, Zumbi, o mais famoso líder da luta pela liberdade dos escravos, foi preso, morto e esquartejado, sendo sua cabeça exposta numa praça de Recife para atemorizar as possíveis rebeliões.


A Pecuária
O gado bovino, introduzido na Bahia por Tomé de Sousa, foi utilizado, na colônia, para alimentação, transporte e tração. Funcionando como economia secundária, a pecuária esteve ligada durante os séculos XVI e XVII à agricultura tropical e, durante o século XVIII, à mineração.

A pecuária possibilitou o aproveitamento da mão-de-obra disponível do índio e do mameluco com remuneração, os quais se adaptaram ao trabalho do pastoreio.

Pela característica do trabalho do vaqueiro, que tem de percorrer longas distâncias a cavalo, não era possível usar escravos, que, provavelmente, fugiriam abandonando os animais ou levando-os junto. Dessa forma, todo o trabalho ligado à pecuária era feito por homens livres, que recebiam determinado pagamento pelo serviço realizado. Os vaqueiros, homens responsáveis pelos animais, recebiam como pagamento uma cria a cada quatro bezerros nascidos e acertavam contas com o fazendeiro a cada cinco anos.

Os vaqueiros acabavam formando pequenos rebanhos de sua propriedade e, muitos deles, partiam para a criação de sua própria fazenda de gado. Com as novas fazendas, maior expansão territorial, maior conquista e avanço em direção ao interior, a pecuária, que nasceu ligada às necessidades dos engenhos, tornou-se atividade autônoma que se justificava economicamente.

Os auxiliares dos vaqueiros, denominados fábricas, eram pagos com dinheiro e o pagamento tanto poderia ser mensal como anual. Os fábricas dificilmente tornavam-se criadores, pois o que recebiam era insuficiente para adquirir um novilho e começar um rebanho.

No caso do vaqueiro, o acerto era feito em animais por dois motivos: primeiro, para que ele cuidasse bem do rebanho que, quanto mais crescia, maior lucro lhe daria na hora do acerto; segundo, para coibir o roubo do rebanho, pois, como já foi dito, os animais eram criados soltos e percorriam grandes extensões de terras
que o dono da fazenda não podia fiscalizar, ele, então, precisava contar com a fidelidade dos seus vaqueiros, e a melhor forma de conseguir isso era torná-los seus sócios. O mesmo não precisava ser feito com os fábricas, por que eram o tempo todo fiscalizados pelos vaqueiros.

Contando com a grande extensão territorial e não contando com a concorrência metropolitana, a pecuária pôde se desenvolver e se constituir num importante fator de ocupação territorial dos sertões do Nordeste, do vale do São Francisco, do Piauí e do Sul da Colônia.

A expansão da pecuária pelos sertões do Nordeste decorreu da própria expansão da agricultura açucareira.

Assim, para preservar o crescimento da produção açucareira e também da pecuária, Portugal resolveu separar as duas atividades, proibindo a criação de gado na faixa litorânea. O gado adentra então o interior, o vale do rio São Francisco e Piauí, onde encontra pastagens e salinidade naturais. Nessas regiões se estabelece uma intensa exploração da pecuária, que abastece o litoral açucareiro (séculos XVI e XVII) e a região mineradora (século XVIII).

A expansão da pecuária para o sul da colônia deu-se após a destruição das missões jesuíticas do Paraná-Paraguai pelas bandeiras de preação. O gado, que era criado nas missões, se evade para o sul, onde, encontrando excelentes pastagens, se desenvolve livremente.

Atraídos pelos rebanhos, paulistas deslocam-se em direção ao sul a fim de se apropriarem do gado, pois por esse tempo, o rápido povoamento da região mineira transforma-a num mercado consumidor de serviços e produtos variados, entre os quais ocupam lugar importante os animais de transporte, o couro e a carne.

Desta maneira, as "gerais" agem como um fator de estímulo ao desenvolvimento de um setor econômico na região do Rio Grande do Sul, baseado de início no simples aproveitamento da "vacaria", os rebanhos dispersos e semi-selvagens, constituindo aos poucos unidades criadoras e mercantis, o que possibilitou a integração física, econômica e política da região Sul.

As Drogas do Sertão e as Entradas
As entradas foram expedições organizadas pela metrópole portuguesa, com os objetivos de:

- defesa do território,
- exploração econômica da Amazônia e
- aproveitamento econômico do Prata.


Defesa do território

Em 1555, os franceses invadiram o Rio de Janeiro, até então praticamente despovoado pelos portugueses. Aliando-se aos índios tamoios, fundaram a França Antártica, colônia comercial que também serviria de refúgio aos protestantes (calvinistas) franceses.

A expulsão dos franceses foi feita pelo governador Mem de Sá, auxiliado pelo seu sobrinho Estácio de Sá, fundador da cidade do Rio de Janeiro, garantindo, desta forma, a ocupação da região pelos portugueses.

Entretanto, os franceses voltaram a atacar o Brasil durante o domínio espanhol (1580-1640), refletindo as rivalidades econômicas e políticas entre França e Espanha.

Os franceses invadiram o Maranhão, aliando-se novamente com o elemento indígena.

À medida que ocorria o movimento de expulsão, foram sendo fundados fortes que dariam origem a importantes núcleos de povoamento, consolidando assim a ocupação e a defesa do Nordeste: Forte de Filipéia de Nossa Senhora das Neves, fundado por Frutuoso Barbosa, em 1585, originando João Pessoa (Paraíba); Forte dos Reis Magos, fundado em 1597 por Mascarenhas Homem, que deu origem a Natal (Rio Grande do Norte); Forte de Nossa Senhora do Amparo, fundado por Martim Soares Moreno, em 1613.

O Forte de São Luís foi levantado pelos franceses no Maranhão, quando pretendiam instalar na região a França Equinocial, em 1612, que seria uma colônia voltada para a exploração das riquezas na região. O movimento de expulsão dos franceses foi comandado por Jerônimo de Albuquerque e Alexandre Moura. A ocupação pelos portugueses do Forte de São Luís deu origem à cidade de São Luís do Maranhão.

Exploração econômica da Amazônia/ as drogas do sertão

A conquista e ocupação da região amazônica se fez através da expedição de Pedro Teixeira, de 1637 a 1639, que subiu o rio Amazonas fundando vários núcleos de povoamento e fortes militares. Ao retornar ele foi nomeado capitão-mor da recém-criada capitania do Pará, que englobava Amazonas e Pará. A colonização, contudo, sedimentou, graças aos jesuítas que exploravam a mão-de-obra indígena, por meio das Missões, na colheita das “drogas do sertão”.

Aproveitamento econômico do Prata

Atraído pelo importante comércio da região do rio da Prata em razão também do contrabando com a área espanhola, Portugal ordenou, em 1680, a fundação oficial da Colônia do Sacramento, na margem esquerda do rio, sinalizando seus reais interesses na região. Parte dessa região seria povoada e ocupada posteriormente pela pecuária, atraindo paulistas e imigrantes açorianos para a região.

A expansão territorial,facilitada pelo Domínio Espanhol (1580-1640) e realizada por diversos fatores, como as bandeiras, a pecuária e a expansão oficial, levou Portugal e Espanha a realizarem vários tratados sobre os limites territoriais.

O mais importante foi o de Madri, de 1750, que deu, mais ou menos, a atual configuração geográfica do Brasil. O defensor dos direitos portugueses foi Bartolomeu de Gusmão, que se baseou no Direito Romano, utilizando o preceito do uti possidetis.

A Mineração
Desde a descoberta e, posteriormente, com a colonização, os portugueses sonhavam em encontrar metais preciosos no Brasil. Durante todo o século XVI, Portugal organizou “entradas” para o interior, a fim de desbravar os sertões à procura de ouro.

O movimento bandeirante, desenvolvido em princípios do século XVII, realizou diversas expedições pelo sertão à procura do ouro, até encontrá-lo em Minas Gerais.
Para que os escravos não engolissem as pedras encontradas, cada um era vigiado por um feitor, numa espécie de linha de montagem.

A exploração do minério não exigia grandes capitais nem sequer técnicas avançadas, pois o ouro obtido nesta época foi, basicamente, o “ouro de aluvião”, isto é, o ouro que fica na superfície dos leitos dos rios ou do solo. A organização da produção foi feita através de unidades que se compunham de dois tipos:

• Lavras – unidades de grande porte, dispondo de aparelhos mais sofisticados e usando um grande número de escravos;

• Faisqueiras – unidades pequenas e móveis, trabalhadas pelos próprios interessados, ou por escravos que pagavam aos seus senhores uma contribuição. Eram as unidades mais freqüentes.


Dessa forma, a produtividade era bastante oscilante e temporária, obrigando a sua alta especialização e, por conseguinte, a uma grande dependência de outros setores em função de determinados bens e serviços.

O abastecimento da região mineradora era feito pela pecuária sulista e nordestina, por meio das tropas de mulas, pela agricultura paulista e pelas importações da metrópole.


Assim, a mineração atuou como centro de distribuição de renda e dinamização do mercado interno colonial, ao contrário da economia açucareira que, além de pagar todos os bens e serviços ao mercado externo, concentrou a renda em mãos de uma minoria representada pelos senhores de terras e engenho.
A Regulamentação da Economia Mineira

Com o crescimento da produção aurífera, a metrópole decidiu aumentar a fiscalização, ao mesmo tempo em que criou legislação e administração:

• 1603: a exploração de ouro foi declarada livre mediante o pagamento do “quinto”;

• 1702: criação da Intendência das Minas, com o objetivo de regular a distribuição das datas e controlar a cobrança do “quinto”;

• 1720: implantadas as Casas de Fundição, com a finalidade de transformar o ouro em barras de tamanho e pesos oficiais, timbradas com o selo real e já “quintadas”;

• 1735: criado um novo imposto, “capitação”, pelo qual o minerador devia pagar 17 gramas de ouro por escravo que possuísse;

• 1750: é estipulada a cota fixa de 100 arrobas de ouro, paga por Minas Gerais anualmente;

• 1765: devido ao declínio da produção e à conseqüente demora no pagamento de impostos atrasados, Portugal decretou a “derrama” – cobrança oficial e quase sempre feita de maneira violenta.

A partir da década de 1760, a produção de ouro começou a declinar, provocada principalmente pelo esgotamento natural das jazidas, pelas técnicas deficientes e, em grande parte, pela sobrecarga tributária imposta pela Metrópole sobre os mineradores.

Em fins do século XVIII, a região mineradora entra em fase de economia de subsistência, sendo substituída no cenário econômico colonial pelo Renascimento Agrícola, representado pela expansão da cultura do algodão no Maranhão, exportado para a Inglaterra, devido à interrupção de suas importações feitas nas 13 colônias (EUA), agora em processo de independência.






Domínio holandês no Brasil

Material disponibilizado pela professora Juliana Lopes para os alunos do 1º Ano do Ensino Médio da Escola Estadual Dr. Celso Machado.

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Navios holandeses disfarçados de navios espanhóis, com o objetivo de escapar …
Hulton Archive/Getty Images

O domínio holandês no Brasil foi curto. Aconteceu no século XVII, quando os holandeses ocuparam uma parte do Nordestedo Brasil. Lá, fundaram uma colônia chamada Nova Holanda, que incluía Pernambuco e outras capitanias. Seu principal interesse era controlar os centros de produção de açúcar.

Os holandeses no comércio de açúcar

Desde a implantação da produção açucareira no Brasil, os holandeses foram parceiros dos portugueses. Financiavam a construção de engenhos, refinavam o açúcar brasileiro e distribuíam o produto na Europa. Com isso, obtinham lucros elevados.
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Em 1580, Portugal e a Espanha se uniram num mesmo reino, governado pelo rei espanhol Filipe II, …
Alinari/Art Resource, New York

A situação se modificou em 1580, quando Portugal e a Espanha se uniram num mesmo reino, governado pelo rei espanhol Filipe II. A junção dos dois países tornou-se conhecida como União Ibérica e durou até 1640.
Com a união dos reinos, as decisões sobre a administração das colônias portuguesas, como o Brasil, passaram a ser tomadas pelos espanhóis. Uma das medidas tomadas pela Espanha foi excluir a Holanda dos negócios açucareiros no Brasil.
Para retomar o controle do açúcar, os holandeses fundaram em 1621 a Companhia das Índias Ocidentais. Era uma empresa comercial autorizada a operar o comércio e a navegação na América e na África. Seu projeto, na verdade, era ocupar as regiões produtoras de açúcar.
Em 1624, navios holandeses financiados pela Companhia das Índias Ocidentais chegaram ao Brasil trazendo homens fortemente armados.

O Brasil holandês

Os holandeses bombardearam e ocuparam Salvador, capital da colônia e grande centro da produção açucareira.
Para deter os holandeses, os combatentes da colônia organizaram guerrilhas. Essa estratégia consiste na formação de grupos que atacam o inimigo de surpresa e se movem com muita agilidade. Depois de um ano de enfrentamentos, os holandeses se renderam e abandonaram Salvador.
Em 1630, os holandeses voltaram ao Brasil. O alvo dessa vez foi a capitania de Pernambuco, o maior centro produtor de açúcar da colônia.
A primeira invasão se deu pela cidade de Olinda, que conquistaram e em seguida incendiaram. Os holandeses acabaram sendo combatidos e novamente expulsos.
Determinados a ocupar uma parte do Brasil, eles voltaram à capitania com uma esquadra de setenta navios. Dessa vez conseguiram vencer as tropas do governo e instalar-se em uma vasta região, de Pernambuco ao Rio Grande do Norte. Contaram para isso com a ajuda de um colono português que conhecia bem a região: Domingos Fernandes Calabar. Pela ajuda que deu aos holandeses, Calabar foi enforcado em 1635, acusado de traição.
Os holandeses consolidaram seu domínio no Nordeste e fundaram ali uma colônia, a Nova Holanda. A presença holandesa no Brasil se estendeu de 1630 a 1654.

O governo de Maurício de Nassau


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O governo do conde Maurício de Nassau fez grandes investimentos urbanísticos nos …
A Companhia das Índias Ocidentais contratou o conde Maurício de Nassau para governar o Brasil holandês.
Nassau assumiu o cargo em 1637 e ampliou os domínios holandeses no Brasil, estendendo o território da Nova Holanda desde o Ceará até a foz do rio São Francisco e depois incluindo parte de Sergipe. Seu governo caracterizou-se pelas relações pacíficas com o poder colonial.
Para que não faltassem escravos na lavoura açucareira, os holandeses conquistaram também as fontes portuguesas de suprimentos de escravos na África.
Nassau investiu na recuperação dos engenhos, destruídos nos vários anos de guerra entre os colonos de origem portuguesa e os holandeses. Para isso, a Companhia fez vultosos empréstimos aos proprietários de engenhos, com juros reduzidos e corte de impostos.
Outra medida de Nassau foi obrigar os proprietários rurais a plantar mandioca, a fim de garantir alimento para a população.
O governo de Maurício de Nassau fez também grandes investimentos urbanísticos nos domínios holandeses do Brasil.
Recife foi elevada a capital de Pernambuco, no lugar de Olinda, e recebeu muitos melhoramentos, como pontes, canais, jardins, palácios e um observatório astronômico. O nome de Recife passou a ser Cidade Maurícia.
Além disso, Nassau trouxe pintores, cientistas, médicos, arquitetos e historiadores para estudar e retratar o território administrado por ele. Entre os pintores, destacaram-se Albert Eckhout e Frans Post, que produziram muitas obras com paisagens e cenas do período.
A tolerância religiosa foi outra importante característica do governo de Nassau. Osjudeus, que sofriam perseguições na Europa e eram obrigados a converter-se aocristianismo, puderam praticar seus cultos e construir a primeira sinagoga da América no Recife.

Fim do domínio holandês

Em 1644, a produção de açúcar no Brasil atravessou uma séria crise. Epidemias provocaram a morte de muitos escravos e uma seca devastou as plantações de cana. A Companhia das Índias Ocidentais decidiu cobrar dos fazendeiros o pagamento imediato dos empréstimos recebidos. Quem não pagasse teria seus bens confiscados.
Maurício de Nassau se opôs à cobrança, porque a maioria dos fazendeiros enfrentava dificuldades econômicas. Os desentendimentos do governador com a Companhia das Índias levaram-no a demitir-se em 1644 e a voltar para a Holanda.
Com sua partida, a Companhia aumentou as pressões pelo pagamento das dívidas. Os senhores de engenho reagiram liderando uma revolta para expulsar os holandeses. O movimento, denominado Insurreição Pernambucana, eclodiu em 1645 e prolongou-se por nove anos, contando com o apoio de indígenas e de escravos africanos alforriados. Os revoltosos receberam também a ajuda de tropas enviadas pelo governo da Bahia.
Depois de perder muitos confrontos — como os dois enfrentamentos chamados Batalha de Guararapes —, os holandeses finalmente se retiraram do Brasil, em 1654. As negociações de paz foram assinadas em 1661. Os holandeses se comprometeram a desistir de ocupar o Brasil. Em troca, receberam de Portugal uma indenização e duas colônias: o Ceilão (atual Sri Lanka) e as ilhas Molucas (parte da atual Indonésia).














A Implantação da Economia Açucareira no Brasil

Material disponibilizado pela professora Juliana Lopes para os alunos do 1º Ano do Ensino Médio da Escola Estadual Dr. Celso Machado.


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No primeiro século da conquista, Portugal preocupou-se em defender a posse das terras brasileiras contra a ameaça de invasão de outros povos (franceses, holandeses).
Até a metade do século XVI, o governo português e a burguesia mercantil estavam mais interessados nos lucros que obtinham com o comércio dos produtos orientais. Porém, com a crise do comércio com o Oriente, Portugal voltou sua atenção para a sua colônia na América.
A solução encontrada foi implantar a empresa açucareira no Brasil. nessa época, o açúcar era um artigo de luxo muito procurado na Europa. Sua venda alcançava altos preços no mercado.
A economia açucareira implantada no Brasil desenvolveu-se sob o "Antigo Sistema"colonial, portanto, sujeita às regras ditadas pela Metrópole. Sistema, que tinha suas bases no mercantilismo.
Durante os séculos XVI e XVII, a nossa economia baseou-se na produção da cana-de-açúcar. O açúcar tornou-se o nosso principal produto de exportação, situação que se manteve até a segunda metade do século XVII, quando começou a sofrer a concorrência das Antilhas.
De origem asiática, a cana foi levada para o continente europeu pelos árabes.
Portugal, já conhecia as técnicas de produção do açúcar, ao colonizar as ilhas do Atlântico (Cabo Verde e Madeira), dando início à plantação da cana e a fabricação do açúcar.
Portugal viu na implantação da empresa açucareira no Brasil, uma forma de organizar uma atividade econômica permanente e iniciar o povoamento sistemático da colônia.
A cana foi introduzida pela primeira vez no Brasil, na Capitania de São Vicente, por Martim Afonso de Sousa, em 1532.
Na ilha de São Vicente, no litoral paulista, ele construiu o primeiro engenho de açúcar - o engenho dos Erasmos.
Em 1540 havia engenhos nas capitanias hereditárias de São Vicente e de Pernambuco. Em 1560, já havia 62 engenhos na colônia. O nordeste tornou-se a principal região produtora de cana-de-açúcar.
O sucesso da empresa açucareira no Brasil, se deveu as condições favoráveis para a adaptação da cana, como: o clima tropical e o solo de massapé.
Portugal via também na implantação da empresa açucareira a possibilidade de ampliação do mercado consumidor, particularmente devido à colaboração dos holandeses, que já estavam envolvidos na sua distribuição, e o alto preço do produto poderia atrair mais investimentos.
Os holandeses participaram desde o primeiro momento, com o financiamento da empresa açucareira. Controlavam o transporte, o refino e a distribuição do açúcar no mercado europeu.
Criou-se no Brasil, uma economia exclusivamente voltada para o mercado externo. Uma economia fundamentada nos sistemas da grande propriedade, da monocultura e do trabalho escravo.
A grande propriedade foi criada devido à extensão dos territórios coloniais e ao fato da cultura da cana-de-açúcar só ser rentável numa produção em larga escala.
A monocultura era essencial, para a implantação de um tipo de economia que tivesse alta rentabilidade para a Metrópole. A opção pela cana praticamente impôs a monocultura, isto é, o Brasil precisava tornar-se uma empresa altamente especializada na produção do açúcar. Portanto, a diversidade econômica não interessava à Metrópole, porque geraria uma rentabilidade menor.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Movimentos sociais na República Velha


Classificam-se as revoltas sociais em:
RURAIS: Messiânicos ; Revolta de Canudos; Revolta do Contestado; Cangaço

URBANOS: Revolta da Vacina; Revolta da Chibata;O anarcossindicalismo

MOVIMENTOS SOCIAIS RURAIS
Movimentos Messiânicos:
Líderes religiosos.
Guerra de Canudos (BA 1896 – 1897):
Antônio Conselheiro (líder).
Imagem do Filme Guerra de Canudos com José Wilker
Causas: miséria crônica da população nordestina, má distribuição de terras, descaso com o trabalhador rural, seca, aumento de impostos, separação entre religião e Estado decorrente da proclamação da República.
Camponeses seguem Antônio Conselheiro, formando o Arraial de Canudos (ou Arraial do Belo Monte), no interior da BA.


Comunidade forma um Estado paralelo a República, abandonando as fazendas, deixando de pagar o dízimo e os impostos republicanos.
Governo republicano + Coronéis + Igreja unem-se contra Canudos.
Campanha de difamação contra Canudos atinge os principais jornais da capital, associando Canudos ao retorno da monarquia.
Após 4 expedições militares, Canudos é massacrada.
Fonte bibliográfica frequentemente citada: “Os Sertões” – Euclides da Cunha.


Revolta de Juazeiro (CE – 1913):
Líder: Padre Cícero.
Causa: Intervenção do governo central no Ceará, retirando do poder a tradicional família Accioly.
Padre Cícero lidera um exército formado por fiéis que recuperam o poder para a tradicional família.
Prestígio político do Padre Cícero aumenta consideravelmente, e a família Accioly retoma o controle do Estado do Ceará.

Estátua de Padre Cícero em Juazeiro do Norte


Guerra do Contestado (SC/PR 1912 – 1916):
José Maria (líder).
Causas: exploração de camponeses, concessão de terras e benefícios para empresas inglesas e americanas que provocaram a expulsão e marginalização de pequenos camponeses.


Origem do nome: região contestada entre os estados de Santa Catarina e Paraná.


Assim como Canudos, os participantes foram violentamente massacrados.



Banditismo Social ou Cangaço (NE 1890 – 1940):
Bandos armados que percorriam o interior nordestino sobrevivendo de delitos.
Principais bandos: Lampião e Curisco.
Causas: miséria crônica da população nordestina, seca, má distribuição de terras, descaso do Estado e dos coronéis para com os mais pobres, violência.
Mito do “Robin Hood”.
Os cangaceiros foram perseguidos pela polícia volante e exterminados um a um. Eram os únicos que despertavam medo nos coronéis, justamente por não terem perspectiva de melhorar sua condição e portanto não precisar temer o desrespeito das leis vigentes.

MOVIMENTOS SOCIAIS URBANOS
Revolta da Vacina (RJ – 1904):
Projeto de modernização do RJ (Presidente Rodrigues Alves).
Destruição de cortiços e favelas, ampliação das avenidas, construção de novos prédios inspirando-se em Paris.
Expulsão de comunidades pobres das regiões centrais, inflação, alta do custo de vida.
Vacinação obrigatória contra a varíola (Oswaldo Cruz) desencadeia conflito.
Revolta dos Marinheiros ou Revolta da Chibata (RJ 1910):

João Cândido (líder), posteriormente apelidado de “Almirante Negro”.
Causas: maus tratos, baixos soldos, péssima alimentação e castigos corporais (como a chibata, por exemplo) dentro da marinha.
Marinheiros tomam 2 navios e ameaçam bombardear o Rio caso continuassem os castigos na marinha.
Governo promete atender as reivindicações e solicita que marinheiros se entregassem.
Envolvidos foram presos e mortos. João Cândido sobrevive, mas é expulso da marinha .
Castigos corporais na marinha são abolidos.

Movimento operário:
Causas: ampla exploração dos trabalhadores urbanos das fábricas e ausência de legislação trabalhista que amparasse os trabalhadores.
Até a década de 20 predomínio de imigrantes italianos de ideologia anarquista.
Principais formas de luta: formação de sindicatos e organização de greves.
A partir de 1922 o principal instrumento de luta operária foi o PCB, que tenta organizar os operários.
Postura do governo em relação ao movimento operário: repressão (“caso de polícia”).
A Semana de Arte Moderna (SP – fev/1922):
Crítica aos padrões artísticos e literários formais (métrica, rima, saudosismo, sentimentalismo).
Criação de uma nova estética sem fórmulas fixas e limitadoras da criatividade.
“Paulicéia Desvairada” – MÁRIO DE ANDRADE: primeira obra modernista.
Principais representantes: Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Menotti del Picchia (literatura), Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti (pintura), Villa-Lobos (música), Vitor Brecheret (escultura).
O Tenentismo:
Movimento da baixa oficialidade do exército (tenentes e capitães).
Classe média urbana e letrada.
Contra o poder central das oligarquias.
Objetivos: moralização política (voto secreto, fim das fraudes, afastamento do controle oligárquico), ensino obrigatório, centralização positivista.
Programa elitista – para o povo, mas sem o povo.
Consideravam-se a “salvação nacional”.

Revolta do Forte de Copacabana ou os 18 do Forte (RJ 1922):
Contra a posse do presidente Arthur Bernardes (1922).
Episódio das “Cartas Falsas”.
Movimento fracassou, mas 18 integrantes (sendo um civil) marcharam em Copacabana contra uma tropa do governo de mais de 3 mil homens. Sobreviveram ao gesto suicida dois tenentes: Siqueira Campos e Eduardo Gomes.
Rebelião Paulista (1924):
Tenentes tomam o poder de São Paulo, liderados por Isidoro Dias Lopes, por 22 dias, até a reorganização das tropas federais. Fogem para o Paraná onde se encontram com outro grupo de tenentes vindos do RS, liderados por Luís Carlos Prestes.
Coluna Prestes (1924 – 1926):
Líder: Luís Carlos Prestes (“o Cavaleiro da Esperança”).
Marcha pelo interior do Brasil tentando debilitar o governo de Arthur Bernardes e conseguindo mais adeptos para a causa tenentista.
Caráter social mais amplo: alguns mencionavam o desejo pelo voto feminino e pela reforma agrária.
Fracassou. Seus integrantes se exilaram na Bolívia. Alguns retornaram ao Brasil posteriormente.