quarta-feira, 22 de junho de 2016

As causas para a Guerra do Paraguai

Caros amigos do 9º Ano do Colégio Raiz,
Para refletir sobre as causas da Guerra do Paraguai (ou Guerra da Tríplice Aliança) eu trouxe dois textos disponíveis na internet. O primeiro ,retirado do site Infoescola e o segundo do site Estudo Prático.

Texto 1

Guerra do Paraguai

A Guerra do Paraguai foi o mais longo e sangrento conflito ocorrido na América do Sul.
Durante 5 anos, o Brasil, a Argentina e o Uruguai, apoiados financeiramente pela Inglaterra, travaram esta batalha que traria sérias conseqüências.
O Paraguai - juntamente com a Argentina e o Uruguai - estavam sob o domínio espanhol e faziam parte do vice-reino do Prata. Não tinha acesso direto ao mar, o rio da Prata era seu principal meio de contato com o mundo exterior e dependia de Buenos Aires, que controlava o estuário.
Para não ser dependente do exterior, o Paraguai desenvolveu uma política interna iniciada pelo ditador Francia e aprimorada pelos seus sucessores - Carlos Antônio López e seu filho Francisco Solano López.
Francia transformou latifúndios em fazendas do Estado, diversificou a economia, monopolizou o comércio exterior e confiscou as propriedades dos grandes empresários rurais. Seus sucessores mantiveram e ampliaram essa política que trouxe como conseqüência uma economia sólida e uma força militar considerável.
O Paraguai era um dos países mais desenvolvidos da América do Sul, se equiparava aos Estados Unidos do mundo atual. Todo esse avanço amedrontava os ingleses que estavam à procura de novos mercados consumidores.
Brasil e Argentina estavam integrados à nova ordem mundial dominada pela Inglaterra; mas o Paraguai não estava.
Em 1º de maio de 1865, Brasil, Argentina e Uruguai formaram a Tríplice Aliança apoiados pelos ingleses.

fonte: http://www.infoescola.com/historia/guerra-do-paraguai/


Texto 2

Histórico do conflito

No ano de 1862, Francisco Solano López assumiu o poder do Paraguai, objetivando continuar com as conquistas alcançadas pelos governos anteriores. Nessa época, um dos maiores problemas para a economia do país era a ausência de saídas para o mar, assim, os produtos paraguaios tinham que atravessar a região da Bacia do Prata, que pertencia ao Brasil, Argentina e Uruguai.
Há duas versões para o início da Guerra do Paraguai. Segundo alguns historiadores, a travessia pela Bacia do Prata, de vez em quando, era motivo de inconvenientes diplomáticos entre os países envolvidos. Assim, Solano Lopéz, visando melhorar a economia de seu país, pretendia organizar um projeto expansionista que lhe daria uma saída para o oceano. Assim sendo, o governo do Paraguai iniciou a produção de armamentos e ampliação dos exércitos.
Outros historiadores atribuem o início da guerra aos interesses da Inglaterra. De acordo com essa corrente historiográfica, o governo britânico teria pressionado o Brasil e a Argentina a declararem guerra ao Paraguai, oferecendo vantagens econômicas e empréstimos caso impedissem a ascensão econômica do Paraguai, pretendendo impedir o aparecimento de um concorrente comercial autônomo que serviria de exemplo aos demais países latino-americanos, que eram totalmente dependentes do império inglês.
Em 1864, o Partido Blanco, que governava o Uruguai, adotou medidas que prejudicaram os pecuaristas donos de terra naquele país e negou-se a parar pecuaristas uruguaios que tentavam invadir algumas terras do Rio Grande do Sul.
Após a falta de negociações, o Brasil decidiu invadir o Uruguai, depôs o Partido Blanco e, através de grupos aliados locais, assumiu o controle de Montevidéu. Esta intervenção provocou a reação de Solano Lopéz, que considerou a atitude brasileira como parte de um projeto expansionista.
Solano López tentou, sem sucesso, interceder no conflito entre o Brasil e o Uruguai, sem sucesso, e reagiu invadindo o Mato Grosso e o Rio Grande do Sul. Para chegar ao Rio Grande, cruzou o território da Argentina sem autorização.
A partir disso, em 1º de maio de 1865, o Brasil, a Argentina e o Uruguai uniram as suas forças com a formação da Tríplice Aliança e lutaram juntos contra o Paraguai, que foi vencido na batalha de Riachuelo e na luta de Uruguaiana.
fonte:http://www.estudopratico.com.br/guerra-paraguai/

O Bandeirantismo e a Expansão Territorial Brasileira



A riqueza mais explorável que os primeiros colonizadores aqui encontraram foi um tipo de madeira, o pau-brasil, que produzia uma tintura vermelha e roxa, do qual deriva o nome do País.

FATORES DA INTERIORIZAÇÃO DO BRASIL:

          A ação dos Soldados;

          A pecuária;

          A União Ibérica;

          As missões jesuíticas

          O bandeirantismo;

Soldados

As expedições de combate a pirataria e contrabando ergueram fortes e povoados que deram origem a várias capitais brasileiras.


União ibérica foi a unidade política que regeu a Península Ibérica de 1580 a 1640, resultado da união dinástica entre as monarquias de Portugal e de Espanha após a Guerra da Sucessão Portuguesa. Na sequência da crise de sucessão de 1580 em Portugal, uma união dinástica juntou as duas coroas, bem como as respetivas possessões coloniais, sob o controle da monarquia espanhola durante a chamada dinastia Filipina.

Se Portugal era parte da coroa espanhola, era interessante que o interior da América do Sul fosse vasculhado e ocupado.

As missões jesuíticas na América, também chamadas de reduções, foram os aldeamentos indígenas organizados e administrados pelos padres jesuítas no Novo Mundo, como parte de sua obra de cunho civilizador e evangelizador. O objetivo principal das missões jesuíticas foi o de criar uma sociedade com os benefícios e qualidades da sociedade cristã européia, mas isenta dos seus vícios e maldades..




Bandeirantismo






Entradas – oficiais a serviço do governo, buscavam reconhecer a nova terra, aprisionar índios e descobrir minas de ouro.

Bandeiras grupos armados, compostos por particulares: aprisionavam índios que eram escravizados e vendidos como mercadoria.

Monções: Expedições que acompanhavam o curso dos rios

* Ciclo do ouro de lavagem: procura de ouro em regiões próximas ao litoral( Curitiba, Paranaguá, Laguna)

* Ciclo de caça ao índio: procura de mão de obra barata ( os holandeses controlavam o mercado de negros)

* Sertanismo de contrato: combater indios e negros rebelados

Drogas do sertão

A foz do rio Amazonas , ingleses, franceses, holandeses e irlandeses possuíam interesses nos produtos típicos da região, ervas aromáticas, plantas medicinais, cacau, canela, baunilha, cravo, castanha e guaraná.  As Drogas do Sertão  eram considerados especiarias na Europa, alcançando excelentes preços.



TRATADOS TERRITORIAIS

O território brasileiro expandia-se desde o Oceano Atlântico até os primeiros contrafortes da Cordilheira dos Andes, saindo do seu nicho litorâneo original das Capitanias Hereditárias, inicialmente bloqueadas nos séculos dezesseis e dezessete por conta do marco legal histórico da linha de Tordesilhas.

Tratado de Utrecht  1713 (Portugal x França)

Rio Oiapoque fica como fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa.

Tratado de Madri 1750

(Portugal x Espanha)

*Estabeleceu praticamente a atual configuração do Brasil.

*Portugal entrega Colônia Sacramento para a Espanha.

*Espanha entrega Sete Povos das Missões para Portugal.

*Guerra Guaranítica.

Tratado de Santo Ildefonso (1777)

Espanha fica com Colônia do Sacramento e Colônia dos Sete Povos.

 Tratado de Badajós – (1801)

Portugal® Colônia dos Sete povos.

Espanha® Colônia do Sacramento 

A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL


(A segunda Guerra Mundial vista do espaço - documentário)


1 – Antecedentes/causas (década de 30):
         Fortalecimento de regimes totalitários nazifascistas.
         Invasão da CHINA (1931 - Manchúria) pelo JAPÃO.
         Invasão da Etiópia (1935) pela ITA.
         Desrespeito da ALEMANHA ao Tratado de Versalhes.



         Ocupação do Sarre (35) e Renânia (36), zonas fronteiriças com a FRANÇA.
        Serviço militar obrigatório.
        Incorporação da AUS (ANCHLUSS).
        Incorporação da TCH (Sudetos).

         Fracasso da política de apaziguamento (Liga das Nações).
         Formação do EIXO (Roma + Berlim + Tóquio) – Pacto ANTIKOMINTERN (Anticomunismo).
         Assinatura do Pacto de não agressão (Ribentropp-Molotov) entre ALE e URSS.

         Invasão da POL pela ALE em 1/9/1939 – início da 2ª Guerra Mundial.

2 - Fases da Guerra:

A)    1939: “Guerra de Mentira” – preparação.

B)    1940 – 1942: vantagem das tropas do Eixo.
         Ocupação da DIN, NOR, HOL e FRA (BLITZKRIEG – Guerra Relâmpago).
         FRA + ING + BEL são expulsos do continente (“Retirada de Dunquerque”).
         Formação do governo colaboracionista de Vichy (sul da FRA).
         Bombardeio da ING (fracasso).
         Invasão da URSS (1941) rompendo acordo de não agressão (minérios, petróleo, cereais).
         Ataque japonês a base americana de Pearl Harbour (1941) – EUA entram na guerra.



C)    1943 – 1945: Vitória dos Aliados (EUA + ING + FRA + URSS):
         Batalha de Stalingrado (42-43): URSS*  X  ALE – 1ª frente.
         Batalha de Midway (1943): EUA*  X  JAP.
         Batalha de El Alamein (Egito – 1943): Aliados*  X  ALE+ITA.
        Controle do Mediterrâneo – Desembarque na Itália – 2ª frente.

         “Dia D” (Desembarque da Normandia - 1944): libertação da FRA – 3ª frente.
         Invasão da ALE (maio/1945).
         Bombas atômicas em Hiroxima e Nagasáqui (JAP – agosto/45)
         fim da guerra.

3 - Conseqüências da II Guerra:
         50 milhões de mortos (20 – URSS; 6 – POL; 5 – ALE; 1,5 – JAP).
         HOLOCAUSTO – assassinato de aproximadamente 6 milhões de judeus em campos de concentração ou de extermínio.
         Bipolarização mundial entre EUA (capitalismo) X  URSS (comunismo).


Os acordos de paz:

A)    Conferência de Teerã (IRÃ – 1943):
         Libertação da FRA: EUA + ING.
         LIT, LET, EST e leste da POL : incorporadas à URSS.
         Divisão da ALE.

B)    Conferência de Yalta (URSS – fev/1945):
         ONU.
         Leste Europeu: influência soviética.
         Alemanha Oriental – influência soviética.
         Oeste da Europa: influência americana.
         Divisão da Coréia

C)    Conferência de Potsdam (ALE – ago/1945):
         Tribunais de Nuremberg (desnazificação).
         Porto de Dantzig: incorporado definitivamente a POL (Gdansk).
         Divisão da ALE em 4 zonas de ocupação (Berlim idem).
        Posteriormente originando dois países.
        República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental) – capitalista.
        República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) – comunista


GUERRA FRIA

Aula com os alunos do 9º Ano do Colégio Raiz


A GUERRA FRIA

Como pode um mundo inteiro
Viver sob a Guerra Fria? [bis]

Um mundo bipolarizado
Um mundo bipolarizado
Um bloco capitalista
O outro é comunista [bis]

Doutrina Truman e Plano Marshall
Pra conter o socialismo. [bis]

O primeiro é militar
Tem a OTAN para ajudar
O segundo é econômico
A Europa reestruturar. [bis]

O Pacto de Varsóvia
E COMECON pra contrapor. [bis]

O primeiro é militar
O primeiro é militar
O segundo é econômico:
Socialismo fomentar. [bis]

Como pode um mundo inteiro
Viver sob a Guerra Fria? [bis]

Da corrida armamentista
À corrida espacial
Quem chegar primeiro ao céu.
Vai ter muito mais moral. [bis]

Como pode um mundo inteiro

Viver sob a Guerra Fria? [bis]

Brasil: Segundo Reinado



POLÍTICA INTERNA
          3 fases:

        Consolidação (1840 – 1850):

        Conciliação (1850 – 1870):

        Crise (1870 – 1889):

          2 correntes políticas:

        Liberais: profissionais liberais urbanos, latifundiários ligados a produção para o mercado interno (áreas mais novas).

        Conservadores: grandes comerciantes, latifundiários ligados ao mercado externo, burocracia estatal.

        Sem divergências ideológicas, disputavam o poder mas convergiam para a conciliação. Ambos representavam elites econômicas.

          Parlamentarismo às avessas:

        Poder legislativo subordinado ao executivo.

        Imperador = peça central nas decisões.

        Liberais e Conservadores manipulados por D. Pedro II, cientes de que precisavam de sua proteção.









ECONOMIA

          Café: principal produto.

        Mercado externo (EUA/EUROPA).

        Alto valor.

        Solo (“terra roxa”) e clima favoráveis.

        Região Sudeste.

        Desenvolvimento dos transportes (estradas de ferro, portos).

        Desenvolvimento de comunicações (telégrafo, telefone).

        Desenvolvimento de atividades urbanas paralelas (comércio, bancos, indústrias)


CAFÉ: ECONOMIA LATIFUNDIÁRIA, DE EXPORTAÇÃO, ESCRAVISTA E MONOCULTORA.

        Vale do Paraíba (RJ – SP): 1ª zona de cultivo. Início no final do século XVIII. Latifúndio escravista tradicional, sem inovações técnicas. Principal até aproximadamente 1860-70.

        Oeste paulista: 2ª zona de cultivo. Início aproximadamente a partir de 1850. Tecnologicamente mais avançado. Introdução do trabalho de imigrantes paralelamente ao escravismo. “Terra Roxa.


          Açúcar: decadência

        Concorrência externa.

        Açúcar de beterraba (Europa).

        Queda no preço.

          Outros produtos:

        Algodão (MA): importante entre 1861 e 1865 (18%)

ü  Guerra de Secessão (EUA)

        Borracha (AM e PA): importante a partir de 1880 (8%)

ü  II Revolução Industrial – automóveis.

        Couros e peles (6 – 8%)

        Fumo (2 – 3%)

          A “Era Mauá” (1850 – 1870):

        Início da industrialização.

        Irineu Evangelista de Souza (Barão e Visconde de Mauá).

        Causas:

ü  Tarifa Alves Branco (1844):

          Aumento de tarifas para importados.

          Aumento de arrecadação para o Estado.

          Estímulo involuntário para a indústria nacional.

ü  Fim do tráfico negreiro (1850):

          Liberação de capitais.

Características do Surto Industrial:

        Produção destinada ao mercado interno.

        Surto industrial que não alterou o a estrutura econômica nacional

        Bens de consumo não duráveis.

        Setor têxtil: principal.

        Motivos do fracasso:

ü  Falta de apoio do governo.

ü  Oposição de latifundiários).

ü  Concorrência inglesa.

SOCIEDADE:

          A Revolução Praieira (PE – 1848):

        Causas: concentração fundiária e crise econômica.

        Líderes: Pedro Ivo e Abreu Lima.

        Jornal “Diário Novo” – Rua da Praia.

        Manifesto ao Mundo: voto universal, liberdade de imprensa, abolição da escravidão, proclamação da República, nacionalização do comércio, direito ao trabalho.

        Última grande revolta do período.

        Influência das revoluções liberais europeias.

          A Lei de Terras (lei n°601 de 1850):

        Até o ano de 1850, as terras brasileiras poderiam ser adquiridas através da posse.

        Terras sem registro = “devolutas” (pertencentes ao Estado).

        Regularização mediante a compra de registro.

        Consequências:

          Pequenos proprietários perdem suas terras.

          Concentração de terras nas mãos de grandes latifundiários.

          Imigrantes e escravos libertos sem acesso a terra.

          Mão-de-obra barata e numerosa para grandes latifundiários.

POLÍTICA EXTERNA:

          Conflitos platinos:

        Causa básica: controle da navegação na Bacia do Prata.

        Causas secundárias:

ü  Disputas territoriais e enfraquecimento de rivais.

ü  Acesso a províncias do interior, especialmente MT (BRA).

        Situação no URUGUAI: 2 partidos rivais.

ü  Blancos – estancieiros, interior, pró-ARG, líder - ORIBE;

                                                                      X

ü  Colorados – comerciantes, Montevidéu, pró-BRA, líder - RIVERA.

ü  Situação na ARGENTINA: Buenos Aires X Interior

ü  Buenos Aires: Rosas (apoiado pelos Blancos do URU).

ü  Interior (Corrientes e Entre-Ríos) : Urquiza (apoiado pelos Colorados do URU e pelo Brasil).

ü  1850: Guerra contra Oribe e Rosas:

ü  BRA invade URU e ARG e depõe seus governantes.

ü  Assumem Rivera (Colorado) no URU e Urquiza na ARG.

ü  1864: Guerra contra Aguirre (URU – Blanco):

ü  BRA invade o URU, depõe Aguirre e coloca em seu lugar o colorado Venâncio Flores.

          Equilíbrio no Prata é rompido. Aguirre tinha acordo com o líder paraguaio Solano López. A Questão Christie (1863 – 1865):

        Rompimento de relações diplomáticas entre BRA e ING.

        Causas:

ü  Roubo de carga de navio inglês naufragado no RS (ING exige  indenização);

ü  Prisão de marinheiros ingleses no RJ (ING exige desculpas).

        W. D. Christie (embaixador inglês no Brasil) aprisiona 5 navios brasileiros no porto do RJ a título de indenização.

        BRA paga indenização mas exige desculpas da ING por invadir porto do RJ.

        Leopoldo I (BEL) favorável ao BRA;

        BRA rompe relações diplomáticas com a ING.

        ING desculpa-se oficialmente em 1865.

          A Guerra do Paraguai (1865 – 1870):

        Maior conflito armado da América Latina.

        Antecedentes:

ü  PAR: sem dívida externa, sem analfabetismo, miséria ou escravidão, com indústrias, estradas de ferro, universidades, telégrafo, exército desenvolvido, governado ditatorialmente por Solano López.

        Causas:

ü  PAR sem saída para o mar (anexações no BRA e ARG).

ü  “Mau exemplo” – oposição inglesa ao projeto paraguaio.

ü  Rompimento de relações diplomáticas com o BRA (represália a invasão do URU e deposição de Aguirre).

ü  Invasão paraguaia ao MT e ARG (1865).


CONSEQUENCIAS:

        ING: retaguarda (empréstimos).

        Consequências:

ü  PAR: 600 mil mortos (99% dos homens), dívidas, perdas territoriais.

ü  BRA: endividamento, fortalecimento político do exército, crise do escravismo e do Império.

ü  ING: afirmação de interesses econômicos na região


O Paraguai depois da guerra:

IMIGRAÇÃO E ABOLIÇÃO


          A imigração:

        Superação da crise do escravismo.

        Mito do “embranquecimento”.

        Necessidade de mão de obra (cafeicultura – sudeste).

        Ocupação e defesa (região sul).

        Crise econômica e social em países europeus.


          A crise do escravismo:

        Oposição inglesa (Bill Aberdeen – 1845).

        Lei Eusébio de Queirós (1850).

          Fim do tráfico de escravos.

          Tráfico interprovincial (NE – SE).

          Aumento do valor dos escravos.

        Movimento abolicionista: intelectuais, camadas médias urbanas, setores do exército.

        Prolongamento da escravidão por meio de leis inócuas:

          Lei do Ventre Livre (1871).

          Lei dos Sexagenários ou Saraiva-Cotegipe (1885).

          Radicalização do movimento abolicionista.

          Lei Áurea (1888):

          Fim da escravidão sem indenizações.

          Marginalização de negros.

          Crise política do império

A CRISE GERAL DO IMPÉRIO (a partir de 1870):

          A questão religiosa:

        Igreja atrelada ao Estado (Constituição de 1824).

ü  Padroado e Beneplácito.

        1864 – Bula Syllabus (Papa Pio IX): maçons expulsos dos quadros da Igreja.

        D. Pedro II proíbe tal determinação no Brasil.

        Bispos de Olinda e Belém descumprem imperador e são presos.

        Posteriormente anistiados.

        Igreja deixa de prestar apoio ao Imperador.

          Questão militar:

        Exército desprestigiado pelo governo: baixos soldos, pouca aparelhagem e investimentos.

        Exército fortalecido nacionalmente após a Guerra do Paraguai.

        Punições do governo a oficiais que manifestavam-se politicamente.

ü  Sena Madureira, Cunha Matos.

        Penetração de idéias abolicionistas e republicanas positivistas nos quadros do exército associam o Império ao atraso institucional e tecnológico do país.

          Questão Republicana:

        1870: Manifesto Republicano (RJ) – dissidência radical do Partido Liberal.

        1873: Fundação do PRP (Partido Republicano Paulista), vinculado a importantes cafeicultores do Estado.

        Descompasso entre poderio econômico dos cafeicultores do Oeste Paulista e sua pequena participação política.

        Abolicionismo em contradição com o escravismo defendido por velhas elites aristocráticas cariocas.

        Idéia do Federalismo – maior autonomia estadual.

        Apoio de classes médias urbanas, também pouco representadas pelo governo imperial.

          Questão Abolicionista:

        Abolição da Escravidão (1888) retira do governo imperial sua última base de sustentação: aristocracia tradicional.

          Império é atacado por todos os setores, sendo associado ao atraso e decadência.


          A Proclamação da República (15/11/1889):

        1888 – D. Pedro II tenta implementar reformas políticas inspiradas no republicanismo através de Visconde de Ouro Preto:

ü  Autonomia provincial, liberdade de culto e ensino, senado temporário, facilidades de crédito...

        Reformas negadas pelo parlamento que é dissolvido pelo imperador.

        Republicanos espalham boatos de supostas prisões de líderes militares.

        Marechal Deodoro da Fonseca lidera rebelião que depõe D. Pedro II.